Terreiro de Umbanda do Pai Maneco, quinta-feira, 23 março de 2017

Perguntas e Respostas - Ritual da Umbanda

Eu só sou umbandista e de católico não tenho nada. Por isso concordo com você. Não cultuo as imagens como sendo da Umbanda. Para mim elas servem apenas como referencia. Gosto de Jorge o Matador de Dragões,e tenho reservas com o São Jorge.Mas isso faz parte da nossa cultura e não está no momento de ser levantada essa questão.

No astral o tempo não existe, mas os médiuns tem uma vida terrena baseada em compromissos e devem descansar para poder melhor cumpri-los, por este motivo foi convencionado este horário.

A umbanda é uma religião nova, num crescente desenvolvimento, e como todas as outras que passaram por este momento, ainda não possui uma unidade em suas atividades. Os dirigentes que se digladiam tentando impor seus entendimentos pessoais, criticando a filosofia de outros terreiros estão na verdade fugindo do que deveria ser nosso principal objetivo: a seriedade e a desmistificação da nossa fé. Enquanto não se chega a um consenso , se os pais e mães de santo se respeitassem nas diferenças, a própria evolução religiosa trataria de encontrar um denominador comum. Falando em respeito, a Umbanda preza pelo livre arbítrio, elemento importante para nossa evolução pessoal, por este motivo quando um dirigente proíbe a visita a outros terreiros isto deve estar ligado muito mais a sua insegurança em responder a perguntas que possam surgir.

A Umbanda é uma religião dinâmica e em crescente desenvolvimento onde o livre arbítrio é muito respeitado. É um direito que cabe ao dirigente cultuar a nossa religião como entender ser o certo.Se você fizer uma pesquisa mais abrangente verá que em outros terreiro há uma composição diferente de Orixás, mas a fé faz com que as orações se dirijam ao mesmo lugar.

Não. A nossa casa não é terreiro. Há espaço para tudo na Umbanda, em nossa casa é o espaço da nossa família e o terreiro para o exercício da fé.

Cada religião possui um ritual, bater a cabeça faz parte da nossa.É uma saudação respeitosa as entidades.

Talvez esta seja a cor escolhida pela neutralidade e pelo sentido de limpeza que transmite. Esta padronização (como seria com qualquer outra cor) traz mais beleza à corrente, que consequentemente fica mais alegre, com padrão energético mais alto. É bom lembrar que esta roupa fica imantada e deve somente ser usada nestas ocasiões.

A borracha é isolante das energias. O corpo precisa ter contato com a terra, para haver harmonia entre o espírito e o médium. Pode ser usado um calçado com sola que não seja plástico ou borracha, tipo alpargata.

Não há justificativa espiritual para o uso, além de poderem causar pequenos e indesejáveis acidentes. As entidades também condenam a aplicação de pinturas nos olhos, lábios e unhas. Os espíritos recomendam o não uso de perfumes nos trabalhos espirituais, principalmente por ser um elemento usado em magia por algumas linhas espirituais, como as ciganas e pombas-gira.

A cor da pemba fica de acordo com a vontade das entidades

Em nosso terreiro os médiuns são treinados para usar a bebida adequadamente.

O coco é usado constantemente pelos espíritos nos trabalhos de construção de campos de força positivos, sempre para combater um outro campo, mas negativo. O coco tem, segundo as entidades explicam, muita semelhança com a energia do sangue.

Sou praticante de uma Umbanda que eu chamo “pés no chão”. Uso desse nome porque gosto que nossa religião seja desmistificada de tudo que possa elitizar ou criar hierarquias talvez inexistentes. Eu era médium da linha tradicional do espiritismo, no meio do caminho abracei a Umbanda até que em certo momento desencarnou meu pai-de-santo e eu tive que escolher uma nova etapa como membro dessa religião autenticamente brasileira. Aprendi que para dirigir um terreiro eu tinha que me fazer pai-de-santo. E eu fiz isso. Fui feito pai-de-santo na Umbanda, fiz todas as obrigações nas sete linhas e entidades, e recebi uma guia de pai-de-santo que até uso com baita orgulho. Se esse ritual foi feito para eu ser pai-de-santo, como é que posso hoje dizer que sou sacerdote? Só como anotação complementar, a palavra sacerdote, tanto nos dicionários novos como nos antigos, está descrita como: “ministro que oferecia vitimas à divindade e cuidava dos assuntos religiosos./ Aquele que ministra os sacramentos da Igreja, padre./” E sacerdotisa : mulher consagrada ao culto de uma divindade.” Como eu não ofereço vitimas a ninguém e estou longe da igreja católica, continuo sendo um pai-de-santo, aquele que dirige um terreiro de Umbanda, sem nenhuma vaidade e sem nenhuma pretensão der ser um líder religioso, com idéias de elitização ou prepotência.